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Licença cripto no Banco Central: quem pediu, quem saiu e o que fazer com o seu Bitcoin

LM Informática 01/11/2026 15 min de leitura 0 comentários
Licença cripto no Banco Central: quem pediu, quem saiu do mercado e o que fazer com o seu Bitcoin, por LM Informática
O prazo da licença cripto no Banco Central terminou em 30/10/2026. Veja a lista de empresas, quem encerrou operações e o passo a passo para proteger seu Bitcoin, comprovantes e Imposto de Renda.

O prazo acabou em 30 de outubro de 2026 e o mercado cripto brasileiro entrou em uma nova fase. Dezenas de empresas pediram autorização ao Banco Central para continuar oferecendo compra, venda, custódia e transferência de criptoativos; outras decidiram encerrar ou reduzir a operação no país. Se você tem Bitcoin em corretora, a pergunta é direta: a minha plataforma continua? o que eu faço agora? Neste guia você vê a lista reunida em 30/10, entende o que "pedir licença" realmente significa, descobre quem anunciou saída e recebe um passo a passo para proteger o seu histórico, a sua custódia e o seu Imposto de Renda, inclusive com o BTC Control.

⚡ Resumo em 30 segundos

1) Desde 2 de fevereiro de 2026, quem intermedeia ou guarda criptoativos para clientes entra no regime das SPSAV (Resoluções BCB 519 e 520). As empresas que já operavam tiveram 270 dias para pedir autorização, até 30/10/2026.

2) Pedir não é o mesmo que ter a licença. Quem protocolou no prazo pode seguir operando o que pediu enquanto o Banco Central analisa.

3) Algumas empresas não pediram e anunciaram encerramento ou saída; quem não pediu tem até 30 dias para encerrar os serviços regulados.

4) Para você: descubra o status da sua corretora, guarde comprovantes e extratos, confirme onde está o seu saldo e deixe o seu preço médio e o IR organizados fora da plataforma.

1. O que mudou: SPSAV e o prazo de transição

A sigla SPSAV significa Sociedade Prestadora de Serviços de Ativos Virtuais. É o nome que o Banco Central deu às empresas que fazem intermediação, custódia, câmbio e outros serviços com criptoativos para terceiros. As regras vieram principalmente nas Resoluções BCB nº 519 e 520 e passaram a valer em 2 de fevereiro de 2026. Quem já operava antes ganhou um período de transição de 270 dias, que terminou em 30 de outubro.

Linha do tempo da regulação cripto no Brasil em 2026: regras em vigor em 02/02, fim do prazo em 30/10 e novas restrições em 06/11

Arraste ou toque para ampliar.

Datas principais da transição, segundo o Banco Central e a imprensa especializada.

⚠️ Pedir autorização não é ter autorização. Entregar o pedido dentro do prazo permite continuar prestando os serviços que constam nele enquanto o Banco Central decide. A análise cobre capital mínimo, estrutura societária, governança, controles internos, prevenção à lavagem de dinheiro, segurança cibernética e gestão dos riscos sobre os ativos dos clientes. Segundo levantamento do Portal do Bitcoin, o capital mínimo exigido fica entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões, conforme as atividades da empresa.

2. Quem pediu: a lista de 30 de outubro

O Banco Central ainda não divulgou uma relação oficial consolidada dos pedidos mais recentes. O que circula vem de levantamentos de terceiros, principalmente o monitor de processos da Cainvest e a cobertura do Portal do Bitcoin, que falavam em mais de 60 instituições envolvidas (pedidos, comunicações e outros registros) até 30/10. A lista abaixo reúne 56 nomes desse levantamento e foi reorganizada pela LM Informática por tipo de atividade. Ela pode mudar, e estar na lista não significa licença concedida.

Gráfico com as 56 empresas da lista por tipo de atividade: pagamentos e remessas, corretoras, OTC, bancos, stablecoins, custódia e infraestrutura
As 56 empresas por tipo de atividade (classificação própria, sujeita a revisão).
Tipo de atividadeEmpresas
Corretoras e exchanges (13)Belo Brasil, Binance, Brasil Bitcoin, Bybit, Coinbase, Foxbit, IaCrypto, Mercado Bitcoin, Neo Ativos Virtuais, OKX, Ripio, TRKBIT, Wynx Exchange
Bancos e bancos digitais (7)Banco BS2, Banco Inter, Bradesco, BTG Pactual / Mynt, Itaú Unibanco, Nubank / Nu Pagamentos, Stark Bank
Pagamentos, câmbio e remessas (13)B&T Corretora de Câmbio, Bloquo, Ettica Pagamentos, Grupo Braza / Braza Bank, Higherway Tech / Higher Global Payments, Manteca / Ponte Global, Masterpay, NoxPay, Onda Finance, RedotPay, Ripple, UnblockPay, Velaro Network
OTC e negociação institucional (9)Bloxtrade Capital, Coins.xyz, Mazzera, Nonco, O3 Trade, PFPay, SuitCoin, TCR, Urban
Stablecoins e tokenização (4)Avenia, Crown, Liqi, Transfero
Custódia (4)Obsidiam, OSL Brasil, Prata Digital, S3 CACEIS
Infraestrutura financeira (2)B3, Lumx
Atividade a verificar (4)AZIFY, Cademartori Z Soluções, Nexus, W Brasil Comércio / Want Import

O que vale saber sobre a lista

  • Até o fim de setembro, a base pública do Banco Central mostrava apenas sete pedidos em andamento: Transfero, Mazzera, PFPay, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange. O restante apareceu em outubro, sobretudo na última semana.
  • Bancos como Itaú, Bradesco, Inter, Nubank e o Braza Bank já são instituições autorizadas. Eles seguem um procedimento de comunicação regulatória, diferente do pedido de licença das novas SPSAV.
  • A Higherway Tech (Higher Global Payments) foi a primeira a ter o pedido negado: a decisão é de agosto e saiu no Diário Oficial em setembro.
  • Para Nexus e W Brasil Comércio, o levantamento não esclarece a atividade com criptoativos. Por isso classificamos como "a verificar".

3. Quem não pediu e está saindo ou mudando

Segundo o Portal do Bitcoin, nem todo mundo correu para cumprir o prazo. Estas foram as movimentações anunciadas (confirme sempre no comunicado oficial da sua plataforma):

EmpresaO que foi anunciado
CoinextEncerra a atuação como exchange: não atende ao capital mínimo e não vê viabilidade econômica em investir para continuar.
DigitraNão apresentará o pedido e encerra negociação e custódia de criptomoedas no país.
NovaDAXComeçou a encerrar as operações em julho.
BityParceria com o Mercado Bitcoin para migrar clientes; deixa a corretagem como era.
BitsoEncerrou o atendimento direto ao varejo brasileiro, manteve o foco em empresas e fez parceria com o Mercado Bitcoin para a transferência dos usuários.
Lemon, Revolut, BitnuvemLemon anunciou saída do Brasil; a Revolut parou de oferecer compra e venda de cripto a clientes brasileiros; a Bitnuvem anunciou o encerramento.
Crypto.comEncerrou a conta em reais, mas manteve alguns serviços com criptomoedas.
RipioMudou a forma de manter saldo em reais, mas confirmou que pediu a licença e continua atendendo.

Repare que "mudar o serviço" é diferente de "sair do mercado". Em cada caso, o que importa para você é o comunicado da própria plataforma: prazo, forma de retirada e o que acontece com o saldo.

4. E depois de 30 de outubro?

🔍 Análise do Banco CentralQuem protocolou aguarda a decisão. A permissão de seguir operando vale para os serviços que constam do pedido.
⏳ Quem não pediuAs empresas sujeitas ao regime que não apresentaram pedido têm até 30 dias para encerrar os serviços regulados (art. 88 da Resolução BCB 520).
📅 6 de novembroEntram restrições adicionais para operações de instituições autorizadas com prestadores de ativos virtuais que não estejam autorizados (Resolução BCB 589, com exceções).

Na prática, o mercado tende a se concentrar em empresas e bancos que já têm estrutura de capital e compliance, com mais parcerias, migrações de clientes e saídas entre operadores menores. Os próximos meses mostram quantas conseguem a autorização definitiva.

5. O que fazer agora com o seu Bitcoin: passo a passo

1
Liste onde você tem saldo. Anote cada corretora, banco ou app onde existe Bitcoin (inclusive contas esquecidas) e veja se ela aparece na lista, no comunicado oficial ou em alguma notícia de encerramento.
2
Leia o comunicado oficial da plataforma. Procure datas, o que muda para clientes de varejo e se haverá migração para outra empresa (como nos casos de parceria com o Mercado Bitcoin). Desconfie de mensagens por WhatsApp ou e-mail pedindo senha, frase de recuperação ou "taxa para liberar saldo": são golpes comuns nesses momentos.
3
Se a empresa vai encerrar, planeje a retirada. A forma mais simples de ter controle é enviar o Bitcoin para uma carteira própria. Faça um teste com valor pequeno, confira o endereço com atenção e guarde o TXID (identificador da transação) e o comprovante de saque.
4
Guarde o histórico antes que ele saia do ar. Baixe extratos (CSV), notas, comprovantes de compra, venda e saque e informes de rendimento. Se a plataforma fechar a conta, o acesso a esses documentos pode acabar.
5
Mantenha um controle independente. Registre cada operação com data, quantidade, valor e taxa, e separe o que está na corretora do que está na sua carteira. Assim você sabe o seu preço médio e a sua custódia mesmo que a plataforma desapareça.
6
Cuide do Imposto de Renda. A posição em 31/12 (quantidade e custo) vai em Bens e Direitos, e as vendas de cada mês têm regra própria. Veja o guia de Imposto de Renda sobre Bitcoin e confirme tudo com um contador.

6. Como o BTC Control ajuda nesse cenário

O BTC Control é o programa da LM Informática para controlar Bitcoin no Windows (e no Android). Ele calcula preço médio, resultado, ROI e resumo do IR, acompanha carteiras pela chave pública (somente leitura) e guarda os dados só no seu computador. Para quem está lidando com mudanças de corretora, três recursos importam:

Comprovante lido e guardado junto do lançamento

Você importa o print ou a foto do comprovante e o programa lê plataforma, tipo, data, quantidade, valor e tarifa, preenchendo o formulário para você conferir antes de salvar. Dá para guardar o arquivo original ou uma cópia otimizada (menor, em preto e branco quando necessário), sempre com o SHA-256 do original registrado e dentro do backup. Os campos lidos ficam marcados em laranja e nada é gravado sozinho.

Tela Novo lançamento do BTC Control com um comprovante da Bipa lido: plataforma, data, quantidade, valor da compra e opção de guardar o original ou otimizado (dados de exemplo)

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Comprovante lido (dados de exemplo): campos conferidos, cálculo do valor da compra e armazenamento Original ou Otimizado.

Catálogo de plataformas, inclusive as da lista

A versão 0.15.2 do programa (em lançamento) traz um catálogo com 89 plataformas, entre elas as 56 desta lista, cada uma com tipo de atividade e situação de cadastro, e com filtro por categoria. A leitura automática de comprovantes tem três situações, e a gente é transparente sobre elas: testada (Bipa, Mercado Livre e Nubank), modelo disponível (Binance e Azteco, ainda sem bateria completa de testes) e não testada (as demais: dá para lançar à mão e pedir suporte para a sua plataforma direto pelo programa). Estar no catálogo não indica que a empresa tem licença: é apenas um cadastro para você escolher onde a operação aconteceu.

Janela Modelos de comprovantes do BTC Control com a busca, os filtros por estado e por categoria e as plataformas Bipa, Mercado Livre, Nubank, Binance e Azteco
Modelos de comprovantes: busca, filtros por estado e por categoria.

Custódia: na corretora ou na sua carteira

Em cada compra você informa se o Bitcoin ficou na corretora ou já saiu, e o programa mostra o saldo em custódia após o lançamento. Quando você fizer o saque para a sua carteira, ele concilia o saque com a entrada (sem criar compra nem venda) e guarda o TXID. É exatamente o controle de que você precisa se a sua plataforma anunciar o encerramento.

Tela Novo lançamento do BTC Control com seções O que aconteceu, Onde aconteceu e Valores da operação, conferência antes de salvar, custódia e catálogo de plataformas (dados de exemplo)

Arraste ou toque para ampliar.

Seções do lançamento, conferência antes de salvar, custódia e catálogo de plataformas na lateral.

E depois: painel e Imposto de Renda

Com tudo registrado, o painel mostra saldo, preço médio, resultado em aberto e realizado e o ROI; a tela de Imposto de Renda traz as vendas e os ganhos mês a mês, comparados ao limite de isenção, a posição em 31/12 e o texto de Bens e Direitos. Veja os detalhes no guia completo do BTC Control.

Painel do BTC Control com ROI, saldo, preço médio, resultado em aberto e gráfico de evolução do patrimônio (dados de exemplo)
Painel: ROI, saldo, preço médio e evolução do patrimônio (dados de exemplo).

Organize o seu Bitcoin antes que a sua corretora mude de regra. Baixe a demonstração gratuita e registre as suas operações; a licença completa custa R$ 69,90 em pagamento único.

Baixar a demo para WindowsDemo para AndroidVer licença completa

7. Perguntas frequentes

Quais empresas pediram licença cripto ao Banco Central?

Até 30/10/2026, levantamentos de terceiros apontavam mais de 60 instituições com pedidos, comunicações ou registros. Entre as que anunciaram pedido estão Mercado Bitcoin, Binance, Coinbase, Bybit, OKX, Foxbit e Ripio, além de empresas institucionais e de stablecoins como Ripple, Transfero, Liqi, Lumx e Avenia. A lista completa que reunimos está na seção 2 e pode mudar.

Pedir autorização é o mesmo que ter a licença?

Não. Protocolar o pedido no prazo permite seguir prestando os serviços do pedido enquanto o Banco Central analisa, mas a licença só existe depois da decisão. O Banco Central já negou um pedido: o da Higherway Tech.

O que são SPSAV?

Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais: empresas que intermediam, guardam ou transferem criptoativos para clientes e que passam a ser autorizadas e supervisionadas pelo Banco Central (Resoluções BCB 519 e 520, em vigor desde 2/2/2026).

Minha corretora vai fechar. Perco o meu Bitcoin?

Não necessariamente, mas você precisa agir: leia o comunicado oficial, veja o prazo e a forma de retirada ou de migração, envie o Bitcoin para uma carteira sua (com teste de valor pequeno) e guarde extratos, comprovantes e TXIDs. Nunca informe a frase de recuperação ou senhas a ninguém.

Como saber se uma empresa pediu licença?

Consulte o comunicado oficial da empresa, a base de processos do Banco Central e monitores especializados, como o da Cainvest. Como o Banco Central ainda não publicou uma lista consolidada dos pedidos mais recentes, desconfie de listas que prometem ser "oficiais".

Preciso declarar no Imposto de Renda se a corretora fechar?

A obrigação depende do seu saldo e das suas vendas, não da situação da corretora. A posição em 31/12 vai em Bens e Direitos e as vendas de cada mês têm regra própria (veja o nosso guia de IR). Confirme com um contador.

O BTC Control lê comprovantes de todas essas empresas?

Não. A leitura é testada para Bipa, Mercado Livre e Nubank, com modelo disponível para Binance e Azteco. Para as demais você lança à mão (o programa ajuda a conferir) e pode pedir suporte para a sua plataforma pelo próprio catálogo.

Fontes e transparência

Este artigo foi escrito pela LM Informática com texto próprio, a partir das informações públicas acima; as ilustrações são nossas e as telas do BTC Control usam dados de exemplo. Informações sobre pedidos, saídas e prazos podem mudar e precisam ser conferidas na fonte oficial. Não somos corretora nem fazemos recomendação de investimento.

🔧 Precisa de ajuda para instalar ou configurar? A LM Informática atende por acesso remoto em todo o Brasil e presencialmente em Campo Grande/MS. Fale com a gente no WhatsApp (67) 99829-9934 ou veja os serviços de instalação e suporte.

Aviso: este texto é informativo e não é recomendação de investimento nem orientação tributária ou jurídica. Bitcoin é um ativo de risco e pode oscilar bastante.

© LM Informática. Textos e imagens deste artigo são protegidos por direitos autorais; a reprodução exige crédito e link para o original.

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